Quarta-feira, Maio 20, 2009

Hora do Macho, o Podcast

Trinte e três dias depois, cá estou eu, avisando que, agora, só no http://www.horadomacho.com.br/

E no Twitter: @acnoide

O Podcast dessa semana, o número 10, vai ao ar no dia 22 de Maio (sexta-feira), a partir das zero horas.

No capítulo 1 das Dicas do Koelho, no meio do podcast : "Como saber se você é estéril".

Stay Macho, como dizem por lá.

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Sexta-feira, Abril 17, 2009

Ele não sabe o que quer

A prova de que, algumas vezes, criar a placenta é mais vantajoso

"Deus mata tanta criancinha boa ainda no berço e me deixa crescer só para ter um pouco mais de trabalho? Esse cara só pode ser um brincalhão!". Esse é o estilo de Rafael Magalhães, também conhecido em toda a galáxia como Koelho, apelido usado desde a infância e quando foi baixista do Seven Elevenz por nove anos - seis deles, também assumindo os vocais -, até Junho de 2008, quando a banda acabou. "Cada um tinha uma visão diferente da banda, um comportamente diferente. A única coisa que tínhamos em comum é que achávamos que a banda já tinha rendido tudo o que tinha pra render", comenta Koelho. O blog Acnóide, desde 2001 no ar, possui um extenso arquivo de textos relacionados ao nada ou, simplesmente, sobre qualquer coisa que o autor deseje postar, de comentários sobre seu cotidiano até política, passando por conceitos morais, interpretação de letras de músicas, entre outros. "Eu já consegui até emprego por causa do blog, mas hoje em dia tenho uma preguiça absurda de atualizar aquilo. Acho que umas dez pessoas o acessam, mas como não faço nada de novo por lá, eles acabam não voltando. É quase como um coma profundo. Quando as visitas acabarem de vez, desligo os aparelhos", explica o blogueiro. Mesmo assim, esse não é o fim do Acnóide. "Posso dizer que ele partiu jovem, mas deixou filhos", comenta entre risos, em referência a sua coluna no site Bubblegum Attack, sob a mesma alcunha do famigerado blog. A proposta inicial era comentar e polemizar sobre os acontecimentos na cena "punk rock bubblegum" nacional, mas com o tempo, as atualizações ficaram cada vez mais escassas. "As novas bandas até que são boas, mas não se comparam com as bandas do início dessa década. Claro, puxo a sardinha para o meu lado, mas é triste ver que muito do que se faz hoje é uma cópia descarada de bandas medianas de menos de dez anos atrás", diz Koelho, completando que "o Seven Elevenz acabou justamente por isso, não queríamos soar a mesma banda durante muito tempo. Quando pensamos em mudar algo, já estávamos de saco cheio".

Virado no Jiraya

Há algo nesse futuro vestubulando que é uma constante: a inconstância. "Eu decidi fazer uma nova faculdade, administração. Jornalismo não deu certo, não ia dar dinheiro e iria roubas meus finais de semana e feriados pelo resto da vida", reclama. "Porém, se eu tivesse pensado nisso oito anos atrás, as coisas estariam bem mais fáceis agora", completa Koelho. Desempregado desde novembro de 2008, quando a crise abateu a editora onde trabalhava, Koelho ainda procura por uma chance em sua área, mas confessa que não tem mais tanto prazer no que faz. "Eu sempre reclamei de meus empregos anteriores, todos eles. Meus chefes eram canalhas, pagavam mal, alguns nem pagavam. Quando achei uma mercenária que pagava bem, ela me registrou e me mandou embora tão rápido que eu nem tive o gosto de curtir o seguro desemprego. Mas não deve ter sido o fato de eu discutir com ela sobre assuntos imbecis que ela queria que virassem reportagens... deve ter sido a crise, mesmo", analisa de forma cafajeste. O mais estranho de tudo isso, é que Koelho sempre foi péssimo em matemática e, agora, pretende fazer um curso onde a matéria permeia praticamente toda a grade. "Meus cadernos de matemática, na época do colégio, sempre foram os de capa vermelha, porque eu considerava que era a cor do inferno", comenta. "Mas isso não quer dizer que seja algo tão ruim que eu não consiga me dar bem. Eu gostava de jornalismo e foi uma bosta, de que me adianta colocar problema em uma coisa que eu sequer experimentei? Acho que serei um bom administrador, já que adoro estar sempre certo e de mandar nas coisas", explica o narcisista. Já sofrendo os abalos do desemprego, Koelho sobrevive por esmolas dos pais e, de forma provisória, apoiado pela namorada. "Ela sim se deu bem. Se formou na mesma coisa que eu e pulou fora quando viu que era uma porcaria. É minha heroína", confessa o paga-pau apaixonado. "Hoje em dia, me pagando mais de R$ 800 por mês eu estou aceitando qualquer coisa. Mas, assim, como já dizia o Gil, ex-jogador do Corinthians: 'Só não vale dar o cu", completa.

Tocador

Koelho, pelo que aparenta, ainda não desistiu de ganhar dinheiro para poder pagar suas futuras pontes de safena e transplante de fígado. Também não desistiu de conquistar o mundo com o rock e seu talento inegável para a idiotice. "Toco baixo e faço backing vocal no Bicordes, uma banda de 'punk rock 77'; e sou vocalista de uma banda chamada The Opponents, que é mais na linha bubblegum que eu conheço mais", explica o baixista. "Mas, nessa segunda banda, eu sou apenas vocalista, sua anta!", avisa o cavalo. Koelho alerta que sua inconstância é tanta que nem mesmo sabe se vai continuar tocando em duas bandas ao mesmo tempo. "Não sei nem se vou tocar em alguma delas ainda, na verdade. Sou bom demais para isso", conclui Zeus.

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Quarta-feira, Março 25, 2009

Dieta do sangue ruim

Prometo que nesse post não vou escrever nada sobre meu desespero diário por estar desempregado, nem como me emputece ser entrevistado para vagas e não ser chamado novamente, muito menos sobre ter de acordar cedo para ver meus e-mails e o cadastro da Catho e pensar Porra, acordei para quê?. Em tempos de ócio absoluto, venho me dedicando a funções pertinentes a um ex-jovem de 25 anos: caçando qualquer coisa para passar o tempo.

Dormir é uma boa. Você acorda lá pelas 9 da matina, sem necessidade alguma, só para ficar com mais sono ao longo do dia. É preciso ligar a tv, o som, entrar na internet e vasculhar algo de interessante, como os vídeos do YouTube e aguardar a hora do almoço. Basta encher a pança, dar aquele passeio "adorável" como cachorro para colher suas fezes e voltar para... a cama. Ah, como é bom dormir de tarde. O mais legal é olhar o relógio, desmaiando de preguiça, ver "15:50h" e pensar: Hahahaha, tem gente trabalhando a essa hora!. Porém, já tentei isso, e depois da segunda semana se transforma em algo que lhe derruba toda e qualquer vontade de qualquer coisa.

Por isso, semana retrasada, comecei a fazer exercícios. Lembro que na época da reeleição presidencial, também desempregado, eu aproveitava o horário político para fazer caminhadas. E olha que isso era em torno das 13h, com um sol de deixar o Lula vaporoso. Ia da minha casa até a Ponte do Socorro, aproximadamente 3km de distância, e voltava. Tudo isso em uma hora. Era bacana, me sentia mais disposto, tomava uma bela ducha depois e... er... bem, dormia.

Mas, prestem atenção: isso era na época da reeleição. Três anos atrás. Eu, tinha 22 anos. Fui arriscar de fazer isso de novo e... deu certo! Senti tudo aquilo de novo, a volta do ânimo, do fôlego, da sensação de satisfação transpirando pelos poros. O problema é que no dia seguinte, eu não consegui fazer nem 1km: meu tornozelo direito doía, o joelho esquerdo e as duas abas da bunda. Sabe como é, né, os glúteos. Eu nem sabia que dava para exercitar isso apenas caminhando, mas, fiquei com o traseiro parecendo um pão italiano. Claro, de lá para cá, desisti da rotina Vanderlei Cordeiro de Lima.

Como ainda preciso perder uns três oito quilinhos, resolvi que vou fazer uma dieta. Já fiz por duas vezes uma que recebi por e-mail (coisa super segura) do Instituto Nutricional do México. Em 13 dias, perdi sete quilos e meio. Coisa boa, mas, sofrível. Como fui doar sangue há alguns meses, pensei: Por que não fazer aquela dieta que é compatível com o tipo sanguíneo?. Pois bem. Fui pesquisar na Internet e encontrei isso:

Grupo sangüíneo B

Uma base de 10% da população tem esse tipo de sangue. Ele surgiu quando os seres humanos migraram para o Norte, encontrando terras mais frias e sombrias. A dieta pode ser mais variada, incluindo carne, e é o único tipo de sangue que se dá muito bem com os laticínios. O sistema imunológico das pessoas que tem o tipo B é forte, reage melhor ao estresse com criatividade.


Bem, agora eu sei que sou raro, justamente por ser sombrio e frio. Isso me faz ser criativo em tempos de estresse - não acredito nisso, mas gostei. Segue:

Prefira Carnes: carneiro, cordeiro, coelho, veado.
Peixes e frutos do mar: bacalhau, salmão, truta, caviar, sardinha.
Derivados do leite: iogurte, leite, mussarela, ovos, ricota.
Frutas: abacaxi, ameixa, banana, mamão, uva.
Verduras: beterraba, brócolis, cenoura, couve, repolho.
Cereais, massas e pães: arroz integral, aveia, pão de aveia.

Olha, já é pedir demais eu ter que comer Peru, agora querem que eu coma o maratonista das aolimpíadas e Veado?! Um bacalhau eu curto, bastante, instintivamente. Truta é coisa de mano, eu ainda não cheguei tão perto do gueto - porém, não moro na Vila Nova Conceição para comer caviar. Acabei descobrindo que o ovo é um derivado do leite, e que as malditas piadas com cenoura irão continuar. Aperta o Play, Macaco:

Evite Carnes: frango, pato, porco, presunto.
Peixes e frutos do mar: anchova, camarão, caranguejo, lagosta, marisco, ostra, polvo, mexilhão.
Derivados do leite: queijo fundido e roquefort, sorvete com leite.
Frutas: carambola, caqui, coco, romã.
Verduras: alcachofra, tomate, milho verde, azeitona.
Cereais, massas e pães: arroz selvagem, farinha de trigo, milho, centeio.

Enfim, essa bagaça não vai dar certo. Sempre pensei que porco/presunto fossem a mesma coisa. Camarão eu parei de comer quando comecei a namorar. Se queijo está fundido, é claro que não vou querer. E, Porra: não como peru, veado, vou comer fruta?

E que porcaria seria o arroz selvagem?
"Yeeeeah, brother! Vamos cobrir esses feijões de porraaaada! Animaaaal, wraaaaarrrr!"

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Sexta-feira, Março 13, 2009

Lost

Que saudade disso aqui!... Tá, é mentira, mas eu gosto de me enganar. Ia, simplesmente, postar uma mensagem do tipo "só volto a escrever quando arrumar emprego", mas até lá, vamos ter passado a crise econômica, Ronaldo vai ter voltado para a Seleção e seremos hexa. O problema sobre escrever qualquer coisa em um local onde nunca houve temática alguma, é que a cabeça gira em torno do nada.

O que posso dizer de interessante, é que resolvi escancarar alguns momentos da minha vida no Bubblegum Attack. Claro, não agora, mas a partir do dia 20. Basicamente, vou contar alguns podres sobre a época de banda, adolescência e tudo mais que eu fazia quando ainda não tinha um blog, nove anos atrás. Não que tenha muita coisa interessante, mas alguns detalhes sobre minha persona são bem conclusivos: eu minto para mim mesmo, a vida toda, e acho isso o maior barato!

Do último post para cá, de maneira profética, eu continuo desempregado e minha avó, Tereza From Hell, continua aprontando das suas (isso pareceu aquelas chamadas de filmes da Sessão da Tarde?). Agora, ela resolveu sair de casa às 9 da manhã para ir ao médico, que era às 15h. Evidente que ela arrastou o coitado do Sêo Zé para ir junto, e na volta do consultório, se perderam na afável região do Largo 13 de Maio - para quem não conhece, um pedaço de Bangladesh no Brasil. Terezinha chegou em casa chorando, dizendo que até na viatura da polícia ela entrou, sempre aos prantos, contando para os oficiais da lei como o velho estava trajado:

- Com duas bolsas de viagem, uma azul e amarela, e outra cinza!

Com tal retrato falado tão bem feito, ela acabou vindo para cá, torrar nossos neurônios, como se não fosse lógico que o Tom Hanks Sêo Zé tivesse notado que se perdeu e tomado o rumo de sua casa.

- Vó, calma, porra. Se você fosse o Sêo Zé, para onde iria?
- ...ele não sabe falar!
- ...ok! ...mas sabe andar! Ele não iria para casa?
- Mas ele não sabe pegar ônibus, porque não sabe ler!
- ...caralho. Bem, vamos ligar na casa dele então, e depois...
- Mas lá não tem telefone!
- Puta que pariu, você namora alguém pior que você?

Como eles se encaminhavam para o litoral depois da consulta, resolvi que iria até o Terminal Jabaquara, de onde saem os ônibus e lotações para a praia, ver se encontrava o velho. Me arrumei, peguei o ônibus e, 10 minutos depois, minha mãe me liga dizendo que o caduco tinha aparecido, na casa da filha, aos prantos também. Mas meu maior espanto foi que ele sabe falar:

- Eu pedí a Telezinhaaaaa!

Que fofo, minha avó namora o Cebolinha.

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Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

Amor de litoral não sobe a serra?

Vovó Tereza from Hell terminou o namoro de quase quatro anos com o véio gagá mais bacana do mundo. Um cara que não consegue falar direito por causa de um derrame, nunca tinha visto o mar até os 73 anos e que passou três anos com um câncer de próstata - agora, ele não tem os dois ovinhos. Tereza mandou o coitado fazer as malas (uns três molhos de roupas), pegar sua tv e a geladeira, e subir a serra. A véia ficou sem tv e geladeira, em pleno carnaval.

A véia "roubou" mais de R$ 1000 do véio gagá, parte da aposentadoria dele que ela guardava numa conta no nome dela, para eventuais emergências (dela, pelo visto). Segundo TFH: "Ele me fez passar muitcha raiva, eu mereço!". Mas a gente forçou a dona Terezinha a devolver tudo - ela devolveu R$ 750. Porém, a saudade apertou nos dois e eles estão morando juntos novamente, felizes, gagás e banguelas. Agora, com duas televisões e duas geladeiras.

A Fnac me ofereceu R$ 345 mensais, para eu trabalhar apenas aos finais de semana.
A TV1, empresa fodassa, acabou com meus sonhos por meio de uma prova de português.
A Editora Impacta quer falar comigo na quarta-feira.
Até lá, estarei em São Sebastião, pegando sol, picada de mosquito e horas de congestionamento - tudo pago pelos amigos.
Afinal, o que seria de um feriado feito para exagerar em tudo sem os amigos?
Tindolelê, ziriguidum, balacobaco e telecoteco para vocês!

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Terça-feira, Fevereiro 17, 2009

Curriculum Vitae

Você percebe que sua vida anda sem pé nem cabeça, quando posta no blog às três e meia da matina, em plena terça-feira, mesmo sabendo que ninguém vai ler. Porém, os 80% de "obrigação" moral ainda restantes me empurram ao Acnóide - sacanagem deixar um moleque de oito anos assim, tão abandonado.

Por falar em moleque, me senti muito adolescente na semana passada. Lembram como era maravilhoso procurar emprego antigamente? Primeiro, você tinha que conhecer alguém que tivesse uma máquina de escrever ou computador, para fazer sua apresentação de maneira decente. Claro, precisaria também de alguém que soubesse mexer nessas coisas. Em todo caso, tudo isso era quase peça rara em 1998, por motivos diferentes. Minha mãe usava uma Olivetti no trabalho e lembro que fez um "curriculum vitae" para mim. Bem, eu nunca entendi porque explicar o que eu sei fazer em latim, já que não tenho planos de comer criancinhas ou matar judeus, mas sempre foi assim. Lembro que, como era apenas um teste, minha mãe colocou lá que eu era um garoto chato, bocudo, preguiçoso e convencido (pena que perdi aquela obra de arte, me pouparia muito tempo agora).

Voltando ao fio da meada, você tinha então que sair perambulando pela cidade, buscando com os olhos apertados e o suor na testa e axilas por uma placa de vaga de emprego, ou a mesa do RH de alguma empresa que você tivesse QI (isso não mudou NADA até hoje). Cumprimentava a pessoa, perguntava se tinha vaga em aberto, explicava brevemente a situação, deixava o curriculum e ia embora, imaginando: "Porra, entrei para o escravismo. Viva! Vou poder comprar cigarro e bebida quando sair - talvez até coma alguém!".

Pois bem, semana passada eu fiz tudo isso (hehe). Me desapeguei totalmente das facilidades que a internet proporciona e saí por dois shoppings de São Paulo entregando folhas de sulfite recheadas de preto, azul e umas mentirinhas que não matam ninguém. Fato, é: você nunca presenciará um rosto mais abismado a ouvir uma pergunta sua, do que aquele do: "Pode deixar curriculum aqui?". A pessoa imagina que você acabou de derreter diretamente da terra da Bjork até a porta da loja. Foda disso, é tentar explicar o que está acontecendo.

- Então, no meu curriculum diz que sou jornalista, porque sou jornalista, mas...
- Como?
- ...assim... eu sou formado em jornalismo, comunicação social na verdade, e...
- O curriculum é seu, né?
- Isso!
- Ah, pode deixar aqui sim, a loja tem RH próprio... depois a gente entrega.
- Po, legal! Obrigado!
- De nada e boa sorte! ;)
- ...é, mais uma dúvida... na verdade, aí diz que eu sou jornalista, mas... isso quer dizer que só vão tentar me colocar em vagas para... jornalismo? Comunicação...? Porque...
- Eu sei, você tá querendo o que tiver, né?
- ...isso! Hehehe...!
[risada de "é, me caguei todo"]

Mesmo com todas as dificuldades, três das quatro lojas que fui, aceitaram o papel. Uma delas só aceitava esse tipo de humilhação por meios virtuais - e o fiz, evidentemtente. Escolhi livrarias (Siciliano, Saraiva, Livraria Cultura), pois isso pode me ajudar a suportar a rotina massacrante que parece ser trabalhar em shopping. Também deixei em lojas de coisas super bacanas, modernas e caras, estilo Fnac e Fast, porque a gente consegue ficar imaginando qual o desgraçado que compra uma televisão LCD de 80'' à vista no Mastercard Black.

Agora é sentar e esperar.
Porque essa é a segunda parte de procurar emprego, e a mais filha da puta também.

Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009

Graxa na engrenagem

Finalmente, chegou o negão. Se ele está cheio de paixão e vai te catar, já são outros quinhentos, mas a tal festa da democracia norte-americana ainda vai dar o que falar. Sinceramente, na opinião desse humilde desempregado pela crise mundial, eu não acredito que Obama veio do planeta Crypton e vá salvar a todos. Menos ainda: acho que nem o próprio Estados Unidos ele salve. Com tantas reservas e negociatas dos Líderes da Justiça, o país de Britney Spears sai dessa sozinho, pouco a pouco. O que resta para nós, é esperar que o novo morador da Casa Branca seja bom administrador como vem sendo nosso aleijadinho querido no Brasil. Não digo que o niilismo corrompa minhas veias, mas se me oferecerem agora um emprego e eu tivesse de escolher entre uma multinacional do Tio Sam e uma empresa brasileira, iria me atolar no refeitório a base de feijoada.

É fácil os programas de televisão, nos Estados Unidos, lamberem a cria como se fosse a nova Dolly. "Nós conseguimos". Sim, graças a Deus, conseguiram. Mas conseguiram o que, afinal? 85% dos formadores de opinião mais influentes da américa apoiaram Obama. Dos conglomerados de comunicação, apenas o Washington Post "tentou" ser mais apartidário. Lá isso é bem comum, por sinal: declarar a preferência. O povo declarou a sua, a mídia declarou a dela e nós, brasileiros... declaramos: "Obama, paga minha fatura do Visa?".

Enquanto isso, continuo procurando por emprego, porque trabalho até existe.
Mas como minha formação em vagabundagem não permite que eu desenvolva bem a função de freelancer, topo qualquer parada: meu próximo objetivo é trabalhar em uma livraria. De "peão" mesmo, sabe? Pelo menos eu teria certeza que o ambiente e dia-a-dia seria mais conveniente com minhas opções, inclusive, profissionais.

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