quarta-feira, março 17, 2010

O Koelho dos ovos de ouro

Não bastasse a minha total falta de assunto, inspiração, paciência, tempo e criatividade lasciva para escrever algo digno neste blog, em questão de 2 dias, arrumei um freela onde terei de redigir uma revista inteira (teria até de entrevistar a antiga morena do Tchan, Ms. Sheila Carvalho), e descobri que estou com caxumba. Sim, caxumba. Sabe aquela doença imbecil que você deveria pegar aos 10 anos de idade, e não aos 26? Então, essa mesma. E olha que sempre fui vacinado contra todas essas doencinhas dignas de pivete: catapora, sarampo, rubéola, paralisia e afins.

Lembro de acordar no sábado e, ao chegar na sala, me deparar com o ex namorado de minha avó - Tereza From Hell -, tomando um cafézinho e acareciando meu rosto, dizendo: "Nossa, como você engordou!". Pra falar a verdade, ele não disse isso. Disse: "Paiáááá, você 'gordô, ehhhh!, já que o derrame que o velho teve impede que ele balbucie mais do que algumas sílabas e palavras desconexas. Ainda no mesmo dia, sai com a @marcy_nha para ir ao cinema, pois ela ganhou dois convites para assistir ao filme O Lobisomem. Porém, como os vauchers eram válidos apenas de segunda a quinta, acredito que nosso cineminha ficará para outra oportunidade ou para uma data distante, já que ela nunca teve a doença e que, quando eu me recuperar, daqui a uns 10 dias, o filme já estará fora de cartaz. Aproveitamos que já estávamos na rua mesmo e fomos beber, já que estamos na fase da engorda desde 2001.

Só percebi o inchaço no rosto quando já era manhã de domingo, mas imaginei que fosse pela mistura de tipos de cerveja ingeridos no Tortula. Ainda passei a tarde com dores no corpo, mas liguei isso ao fato de ser mais sedentário do que a Elenita do BBB10. Segunda fui trabalhar normalmente, mesmo tendo o rosto em formato de pêra e, na terça de manhã, meu pai examinou rapidamente e disse que poderia ser caxumba. Até aí, tudo bem: eu ficaria um bom tempo de molho em casa, sem fazer absolutamente nada além de ver tv, comer, liberar excrementos, tomar banho e dormir. Tudo isso, sentado ou deitado na cama/sofá. Nada disso me espanta, já que tenho uma experiência bastante larga em ser desempregado. Mas, começou a parte ruim da coisa.

Assim que cheguei ao trabalho, tive que ir ao Brás, pegar o briefing do tal freela com a gerente da empresa e o rapaz do atendimento do cliente. Para quem não conhece, o Brás é a Meca dos comerciantes sacoleiros do Brasil, não sendo totalmente parecido com Meca apenas pelo fato dos milhões que circulam por ali não conservarem barbas tão protuberantes, muito menos sabem pilotar aviões ou programar bombas. Depois de mais de 2h de reunião, pegamos o carro debaixo de um sol de 30°C e tivemos de passar em outro cliente, dessa vez, para pegar "umas sacolinhas de roupas" que seriam fotografadas nos estúdios da CBC. As sacolinhas eram, na verdade, cinco sacos plásticos de 9kg. Levei 2 em uma mão, outro na outra, e o atendente levou mais uma. Carreguei aqueles montes de roupas por uns dois minutos, nada mal. Pensei que estava trabalhando o bíceps, quando na verdade estava colocando minha sacola em risco.

Fim de expediente, e após uma pesquisa na internet sobre caxumba, vi que os sintomas eram 70% do que eu estava sentindo: inchaço no rosto, além de dores nas costas e na cabeça. Estava sem febre, mas até quando? Decidi passar no PS onde e fiz os exames. Doze horas depois, o diagnóstico estava confirmado: parotide aguda. A realidade é um saco, com o perdão do trocadilho. Não se pode fazer nada: andar, ficar mais de 10 minutos em pé, usar cuecas samba canção (sim, sou um adepto da liberdade), namorar ou ter contato com qualquer pessoa que nunca tenha tido a doença. A rotina é passar o dia todo na cama ou sofá, vendo programas vespertinos sobre culinária/fofocas/policiais e dormir. Isso sem contar o desespero da doença descer para a sacola e estragar os ovinhos que não serão entregues na páscoa, mas que são meus, e pelos quais tenho muito esmero, mesmo sabendo que só fazem peso e causam dor.

Por falar nesse especial e memorável capítulo da minha vida, fiquei sabendo que o troço tem cura. Não a Caxumba, que tem mais todos sabem, mas a tal Varicocele. Não que eu tenha ficado sabendo do modo que gostaria, mas, enfim. Minha mãe comentou com a vizinha grávida que ela não pode mais frequentar nossa casa nos próximos dias, por causa da minha condição, e o tal comentário surgiu, sabe-se lá de que lado: "Nossa, tem que tomar cuidado, a caxumba pode descer pro saco e ele ficar estéril!". Daí a vizinha disse que o marido dela tinha Varicocele, até uns 5 ou 6 anos atrás, operou e... bem, o resto é história.

O mais legal foi saber que esse papo surgiu por causa do risco que meus ovos correm. E que eu havia comentado, numa tentativa idiota de tentar ser engraçado, que o hospital em que ela vai ter o bebê é o mesmo onde operei da fimose, quando tinha uns 6 anos.

Ou seja, eu ainda falo demais.
Só ver pelo tamanho desse post, 4 meses depois do blog ter sido largado às traças.

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2 Comentários:

Às 17 de março de 2010 16:06 , Blogger Christiano Morato disse...

Caraca Rafa... ta ficando melhor a cada dia heim muleke... parabéns...
Continue assim
Abraço

 
Às 18 de março de 2010 00:14 , Blogger Nathalia disse...

Caramba Koelho!!! Caxumba meu??? Só vc mesmo pra conseguir ficar doente no minimo 20 anos depois da idade aceitável para ter essa doença hahahaha

Beijos!

 

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